Marketing & Vendas

Afinal, como se deu a evolução do varejo?

Escrito por Grupo Fatos

O setor varejista é um dos mais importantes na economia de um país, havendo diversas medidas econômicas que visam estimular o consumo e a expansão comercial, sinônimos de uma economia em crescimento.

A evolução do varejo acompanha a história humana e passou por drásticas transformações ao longo do tempo e, hoje, avança rapidamente, adaptando-se às inovações da Era da Internet.

Neste post, vamos falar sobre o surgimento, a consolidação, a evolução e as tendências atuais do varejo. Acompanhe!

O panorama histórico ocidental

Pré-história

O comércio está na sociedade desde os primórdios da humanidade. Antes mesmo de inventarem e produzirem qualquer ferramenta, nossos ancestrais já trocavam itens coletados (comida, madeira para o fogo, coisas belas) para fortalecer relações sociais e melhorar sua hierarquia no grupo. É um longo caminho até os dias atuais.

Sedentarismo

Quando os caçadores-coletores deixaram de ser nômades, fixando morada, cultivando grãos e domesticando animais, surgiu o conceito de propriedade. O escambo se fortaleceu, impulsionado pela capacidade de produção acima das necessidades do indivíduo, ou seja, o surgimento do excedente e, assim, do estoque.

Nesse período, objetos manufaturados (roupas, utensílios de barro, armas rudimentares) exigiam habilidades técnicas diferenciadas e eram, assim, mais valorizados, surgindo a diferença entre produto primário e secundário, mas as trocas eram feitas, em geral pelos próprios produtores.

Civilizações antigas

Com a crescente produção de alimentos, a população se adensou, surgiram as primeiras cidades e a organização social se tornou mais complexa.

O escambo ainda existia de forma vigorosa — e ele acontece até os dias de hoje —, mas surgiram as primeiras moedas, cujo valor era literal, pois valiam de acordo com seu material e peso (não eram produzidas em série).

A tecnologia também avançava a passos largos e os ofícios eram ensinados e praticados por especialistas, consolidando o setor terciário por completo. Nesse período surgem as primeiras feiras e o comércio se estabelece como um setor na sociedade, com indivíduos especializados na relação de compra e venda.

Feudalismo

As invasões bárbaras provocaram o êxodo das cidades e o avanço tecnológico ficou praticamente estagnado por séculos. Os comerciantes eram carroceiros itinerantes, de feudo em feudo, e o principal componente econômico era o produto agrário.

Renascimento

Os centros urbanos se adensam novamente, formam-se os estados nacionais e a burguesia se estabelece como classe. As cédulas substituem boa parte dos metais preciosos que circulavam como moeda. O dinheiro já não é mais um objeto, mas um símbolo corroborado pela coletividade.

As lojas se estabelecem de forma fixa, especializada e muito rentável. O varejo começa a tomar uma forma parecida com a que conhecemos hoje, mas as embalagens individuais ainda são caras e os produtos alimentícios são todos vendidos a granel.

O investimento em pesquisa e tecnologia pelos governantes — surgem as primeiras universidades modernas e a produção de manufaturados — faz parte das primeiras políticas econômicas de estado, fortalecendo o comércio internacional.

As colônias nas Américas, África e Ásia trazem novos produtos e cidades portuárias comerciais, como Veneza e Sevilha, e tornam-se as mais ricas da Europa.

Luis XIV, o “Rei Sol” da França, modifica a forma de consumir da nobreza, ditando padrões estéticos e agregando enorme valor de mercado aos produtos nacionais, como itens de moda, perfumaria, maquiagem e arquitetura. A cultura francesa se torna um produto requintado com apelo emocional e valor abstrato.

Iluminismo, Idade Contemporânea e Imperialismo

O comércio é tão bem-sucedido que a burguesia ascende em poderio econômico e político. As monarquias são gradualmente substituídas por repúblicas, os centros urbanos continuam sua expansão, com mais consumidores em potencial e a importação e exportação se fortalecem.

Os meios de transporte se diversificam e ficam mais eficientes. A produção de commodities é transferida em sua maior parte para as colônias, enquanto a Europa se especializa em manufaturados.

Revolução Industrial

Os combustíveis fósseis e a eletricidade trazem o que faltava para efetivar o capitalismo: a indústria. A produção em massa permite a diminuição do preço enquanto os lucros aumentam e uma parcela da população até então excluída adquire poder de compra.

Para atender a nova realidade de oferta e procura, o varejo se refaz. Em 1850 surge em Paris a primeira loja de departamento e logo elas se espalham pela Europa e Estados Unidos, que já se firmavam como centros de poder mundial.

Século XX

Em 1909 Gordon Selfridge abre sua gigantesca loja em Londres e revoluciona o setor de vendas, colocando os produtos a disposição dos clientes para apreciação, em mostruários, e fazendo de suas vitrines cuidadosamente elaboradas uma atração turística da cidade.

Boa parte das estratégias de marketing e vendas que utilizamos hoje advém de ideias aplicadas na Selfridges. A classe média crescia nas grandes cidades e a noção de consumo como um prazer ganhava força no imaginário da população.

Em 1912, nos EUA, surge a primeira loja de autosserviço e, em 1930, no mesmo país, o primeiro supermercado. O ritmo de vida acelerado e a procura por preços mais acessíveis são fortes influenciadoras do sucesso desses empreendimentos.

As prateleiras começam a diferenciar os produtos por seus fabricantes — as embalagens, a propaganda e a marca ganham importância econômica para produtores e varejistas. A evolução do varejo continua acelerada nas décadas seguintes, com momentos de expansão e recessão, inovações e renovações.

A evolução do varejo no Brasil

A princípio, o Brasil se consolida como uma colônia de exploração, isto é, com produção primária de madeira, minério e produtos agrícolas. Esse setor é primordial para a economia brasileira até os dias de hoje, mas o século XX trouxe grande diversificação ao mercado de produtos nacionais.

Com políticas de atração de indústrias internacionais e criação de empresas brasileiras, inclusive estatais, o Brasil deixou de ser apenas um importador de bens de consumo e passou a produzi-los.

Década perdida e Plano Real

Nos anos 1980, no período de transição da ditadura militar para a nova república, a situação econômica do país era muito frágil, com inflação galopante e políticas financeiras que não conseguiram resolver a situação. O poder de consumo era muito baixo, especialmente para as classes mais pobres.

No varejo, os preços subiam constantemente, às vezes até em uma base diária.

Nos anos 1990, com a criação do plano Real, a abertura econômica e outras estratégias de estabilização, a inflação foi controlada e o interesse internacional para investimento no Brasil cresceu.

Com a moeda forte, os produtos importados se tornaram uma presença significativa no varejo, o que atraiu muitos consumidores e diversificou a oferta, mas, ao mesmo tempo, enfraqueceu a indústria nacional.

Esse período marca o início da Globalização e, desde então, a economia tem se tornado cada vez mais globalizada — mesmo empresas que não importam ou exportam estão sujeitas às oscilações do mercado internacional.

Com a expansão do crédito que se seguiu, as classes C, D e E tiveram acesso a bens de consumo duráveis que, até então, eram raros para essa população, e o comércio se beneficiou muito com isso.

A era da tecnologia

Atualmente, o varejo é marcado pela influência da Era Digital. O surgimento das compras online revolucionou a forma como se expõe e vende os produtos.

Embora a adesão não seja plena e alguns setores mostrem uma expansão mais acelerada que outros no comércio pela internet (como eletrônicos e transações bancárias), cada vez mais clientes experimentam o e-commerce.

A relação vendedor-consumidor se dá cada vez mais de modo informatizado, inclusive considerando-se o pré e pós-venda.

Nas lojas físicas — que estão longe de se tornarem antiquadas — a tecnologia está cada vez mais presente e tem mudado a forma como os varejistas organizam e controlam seu estoque, fazem a venda e lidam com as questões financeiras e estatísticas da empresa.

O gestor, no varejo, tem delegado algumas de suas responsabilidades que mais ocupavam tempo a softwares e hardwares especializados na área.

Assim como toda a humanidade, a evolução do varejo passa agora por um processo exponencial de informatização e inclusão tecnológica, o que pode beneficiar em muito os que trabalham na área.

Se você é parte do comércio e se interessa pelas novidades do setor de varejo, assine a newsletter e mantenha-se bem informado!

 

Este é um guest post da Oriontec Automação Comercial

Sobre o autor

Grupo Fatos

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