Recursos Humanos

Gestão de benefícios: 7 passos para a sua empresa

Escrito por Grupo Fatos

De acordo com Marcelo Borges, vice-presidente da área de benefícios e capital humano da Aon, um funcionário engajado é 78% mais produtivo e 40% mais rentável se comparado a um profissional desengajado.

Por isso, além de um salário competitivo, reconhecimento profissional e oportunidade de carreira, a gestão de benefícios também é fundamental para que as empresas ampliem suas estratégias de engajamento e conquistem desempenhos diferenciados.

Para muitas pessoas, os benefícios oferecidos pelas empresas nas quais trabalham são tão importantes quanto o próprio salário e, por isso, eles são essenciais para a motivação da equipe.

Assim, a gestão de benefícios tem como objetivo satisfazer as necessidades dos colaboradores, buscando resultados como produtividade, engajamento e motivação dos empregados e traz algumas questões a serem avaliadas na rotina das atividades administrativas do setor de Recursos Humanos.

O artigo de hoje traz 7 passos para que a sua empresa saiba fazer uma boa gestão de benefícios. Acompanhe!

1. Fique atento ao novo perfil profissional dos colaboradores

Para fazer uma boa gestão de benefícios, a empresa deve saber quem é seu público interno e o que é importante para eles. No passado, as companhias ofereciam planos de assistência médica e odontológica e isso era o bastante.

Atualmente, esse cenário mudou: os colaboradores estão em busca de empresas que tenham uma cultura organizacional mais criativa e aberta a novas ideias. Nesse sentido, não é mais a organização quem decide sozinha o que é bom para seus colaboradores.

Os profissionais que fazem parte da empresa agora têm um papel importante na decisão da carteira de benefícios. Afinal, eles possuem suas metas e esperam crescer e se desenvolver por meio das vantagens oferecidas pela organização.

2. Pense soluções de acordo com o seu público

Os setores de Recursos Humanos das empresas ainda têm o hábito de oferecer apenas os benefícios praticados pelo mercado e seus concorrentes. Esse é um pensamento ultrapassado, já que a nova geração de trabalhadores busca empresas inovadoras e capazes de agregar em sua formação e qualidade de vida.

É interessante dispor de benefícios um pouco mais personalizados para que eles possam cumprir o papel de motivar os funcionários. Uma boa ideia é oferecer oportunidades de formação fora da área de atuação do colaborador — como um incremento na carreira com cursos de MBA e de idiomas, por exemplo.

3. Considere as necessidades especiais dos colaboradores

Outro fato a ser considerado é que nem sempre os mesmos benefícios se adaptam a todos os colaboradores. Uma boa gestão de benefícios deve considerar que, para um mesmo tipo de função, existem pessoas diferentes e, consequentemente, existirão demandas por benefícios diferentes.

Para conhecer os anseios e as metas de carreira dos profissionais da sua empresa, é muito importante o papel da área de Recursos Humanos. Esse trabalho tem início na fase de contratação do colaborador: o RH deve tentar conhecer as preferências desse profissional e o que pode fazer com que ele “vista a camisa” da empresa.

4. Crie benefícios específicos para motivar seus funcionários

Várias organizações de sucesso trabalham com uma política de benefícios focada no incentivo das equipes. Alguns cases de sucesso envolvem bônus adquiridos por tempo de serviço prestado, premiação por produtividade e ajuda para investimento em cursos, entre outros.

Essa é uma maneira de motivar o colaborador a potencializar seu desempenho em busca de gratificação. Consequentemente, isso colabora para que os profissionais estejam satisfeitos e aumentem a produtividade geral da empresa.

5. Aposte em reconhecimento e recompensas

Para manter um funcionário motivado a dar seu melhor pelo negócio é importante que ele saiba que seus esforços serão valorizados e remunerados. Elogie sempre que a situação permitir e ofereça incentivos para que a equipe aprimore sua performance.

Deixe na agenda um tempo para comemorar conquistas de forma que estas sejam significativas para a equipe. Esse benefício também é interessante pelo baixo custo — investir em happy hours e festinhas para os aniversariantes do mês na empresa não sai caro e dá um ótimo retorno.

Não restrinja os benefícios da sua empresa ao plano de saúde. Benefícios diferenciados e remunerações compatíveis com o mercado são fatores-chave para o engajamento, porém, fornecer incentivos para melhorar o desempenho gera no funcionário uma motivação extra para garantir seu esforço.

Convênios com academias de ginástica, farmácia, escolas e faculdades, além de não terem custo para o seu negócio, são excelentes benefícios e almejados por muitas pessoas.

6. Defina as regras e repasse as informações

É importante definir regras para os benefícios — o gestor precisa ter certeza de que todas as informações envolvidas na política de benefícios foram transmitidas para toda a equipe interna. O trabalho de divulgação dos benefícios dentro da empresa é fundamental para o esclarecimento de possíveis dúvidas.

Isso também garante que nenhum colaborador seja prejudicado por falta de informação. É importante valorizar seus profissionais, apresentar a política de benefícios e esforçar-se para que ela seja adequada às condições tanto da empresa quanto do funcionário.

7. Avalie o custo-benefício

É necessário avaliar o custo de oferecer os benefícios solicitados pelos colaboradores em relação às vantagens que eles representarão para eles e para a própria empresa.

Antes de criar o plano de gestão de benefícios para a sua organização, você deve realizar um planejamento adequado, que deve abordar três aspectos básicos: as necessidades dos colaboradores, as oportunidades de parceria disponíveis e o custo-benefício que cada opção representa para o negócio.

Aumentar o nível de engajamento dos colaboradores é muito importante e existem maneiras muito simples de fazer isso. Lembre-se: você só deve fazer um alto investimento para agregar um benefício quando este estiver alinhado com os objetivos da empresa.

Portanto, analise o que você espera dos investimentos em benefícios a longo prazo. Eles potencializarão a motivação e a produtividade dos colaboradores? Reduzirão a rotatividade de pessoal? Colaborarão para o desenvolvimento profissional dos melhores funcionários?

Respondidas todas essas questões, siga com o seu planejamento e lembre-se de sempre mensurar os resultados! Se gostou deste post sobre gestão de benefícios, então você também vai se interessar por “Saiba já: é melhor contratar ou terceirizar o setor de RH?”. Não perca!

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