Recursos Humanos

Conheça os principais cuidados ao demitir um funcionário

Escrito por Grupo Fatos

A demissão é um processo empresarial que assusta a todos, e ninguém está livre dessa situação. No entanto, o gestor pode amenizar muito o impacto do desligamento de um funcionário, tornando-o menos traumatizante, tanto para ele quanto para a empresa.

Gostaria de saber como lidar bem ao demitir um funcionário? Neste artigo, separamos algumas sugestões que poderá adotar.

1. Tenha certeza de sua decisão

Dispensar um funcionário porque não cumpriu o prazo de um trabalho, por exemplo, e você se irritou profundamente com ele, não seria sensato.

Outra situação em que uma demissão não seria apropriada é ouvir boatos sobre a má qualidade dos serviços de um colaborador e não investigar se as informações são verídicas.

Diante desses exemplos, fica bem claro que, para despedir um trabalhador, o gestor precisa estar embasado em fatos concretos que o levem a uma decisão correta. Do contrário, poderá gerar no colaborador demitido má impressão da empresa e criar um clima de insegurança em toda a equipe.

2. Avalie os impactos financeiros de demitir um funcionário

Todo o processo de desligamento traz despesas para a empresa, por isso é necessário analisar bem o impacto financeiro que a instituição terá com a demissão.

Para ajudar nessa decisão, o gestor pode solicitar ao departamento de contabilidade da empresa ou a um contador contratado uma prévia dos custos de uma rescisão.

Com essa informação em mãos, o líder pode decidir adiar a demissão ou estipular um dia para que o orçamento da empresa consiga cobrir as despesas desse procedimento. Outro cuidado que o gestor precisa ter na hora de avaliar se deve ou não demitir é se a economia do país está passando por uma crise.

Falando sobre isso ao site Jusbrasil, Enio Duarte Pinto — gerente da unidade de atendimento individual do Sebrae nacional — alertou que os encargos de uma rescisão contratual são altos e podem ser um gasto a mais em um momento de instabilidade econômica.

3. Não surpreenda o colaborador

Uma prática que deve ser evitada é a demissão repentina de um trabalhador, como se o “chão” dele fosse retirado inesperadamente. Em vez disso, o gestor deve aos poucos prepará-lo para essa possibilidade. Mas como fazer isso?

Por exemplo, poderá alertá-lo sobre o seu desempenho e a importância de aumentar sua produtividade. Se, após isso, o funcionário não melhorar, o líder pode começar a sinalizar para ele o risco de seu desligamento da empresa.

Essa mesma atitude deve ser adotada caso a empresa decida realizar cortes de funcionários: todos os trabalhadores que podem ser incluídos nessa dispensa devem ser avisados.

4. Comunique com respeito

O modo como o colaborador recebe a notícia sobre a sua demissão deve ser com respeito e discrição. Como assim? O funcionário não deve tomar conhecimento do desligamento por meio de e-mail ou telegrama nem ser impedido de entrar na empresa.

Ao contrário disso, o trabalhador deve ser discretamente chamado para uma conversa com o seu gestor, de modo que nenhum outro membro da equipe suspeite de alguma coisa.

5. Preserve a dignidade do funcionário

Existem duas medidas que um gestor pode tomar para não expor o trabalhador a situações embaraçosas.

Primeiro, não permita que a decisão de desligar um colaborador vaze para pessoas não autorizadas. Essa atitude pode evitar comentários e fofocas que deprimem ou rebaixam o funcionário.

A segunda maneira de mostrar respeito pela dignidade do colaborador é preparar-se bem para a reunião em que será comunicada a demissão. Para isso, é necessário que o gestor esteja pronto para fortes emoções por parte do colaborador e pense em como poderá contorná-las.

Algo que costuma dar muito certo é fazer uma lista com as qualidades do funcionário e um breve resumo de sua trajetória na empresa. Após ler para ele essas informações, ressalte que no momento a decisão da empresa foi dispensar os seus serviços, mas que, em outra época, pode ser que haja uma oportunidade de retorno.

6. Escute

Após apresentar seus argumentos, prepare-se para escutar. Nesse momento, é possível que o funcionário traga à tona todas as impressões que tinha sobre a empresa e despeje tudo em cima de você.

Sendo assim, tenha paciência, mesmo que o colaborador o encha de perguntas que já foram respondidas. Depois de um tempo, ele se acalmará e você poderá terminar de esclarecer alguns equívocos que foram apresentados.

7. Assegure-se de que os direitos trabalhistas serão cumpridos

Quando o gestor sinaliza para o funcionário que os seus direitos trabalhistas serão respeitados, fica mais fácil tranquilizá-lo.

No entanto, é preciso que o líder saiba quais direitos são esses. Por exemplo, em caso de demissão sem justa causa, fale sobre o pagamento do FGTS, aviso prévio proporcional, seguro-desemprego etc.

Por outro lado, se o desligamento for por justa causa, lembre o colaborador de que receberá o saldo de salários não pagos, férias vencidas com acréscimo de 1/3 etc.

8. Documente a reunião

Após a conversa com o funcionário, é importante que os pontos altos que foram tratados na reunião sejam documentados. Para isso, a empresa pode gravar o diálogo com o colaborador, atitude que pode preservar a segurança jurídica da instituição.

9. Comunique à equipe

Antes que boatos infundados comecem a correr pela empresa, junte sua equipe e, sem dizer o real motivo, conte sobre a demissão do colaborador. Deixe bem claro para os seus trabalhadores que não houve injustiça e tudo foi resolvido com relativa tranquilidade.

Aproveite essa oportunidade para relembrar a política interna da empresa, ressalte que os funcionários com excelente desempenho sempre serão muito apreciados na instituição.

Fale com sinceridade que situações de desligamento ocorrem em qualquer empresa, mas que isso não quer dizer que a instituição desvalorize os serviços de seus colaboradores.

Realmente, o desligamento de um funcionário nunca será algo agradável. Apesar disso, o gestor pode e deve fazer com que o profissional que dedicou várias horas de seu tempo à empresa seja tratado de forma digna, para que ele tenha a força emocional necessária para conseguir um novo emprego.

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