Recursos Humanos

Chefe ou líder: como essa diferença influencia em seus números?

Escrito por Grupo Fatos

A ilusão da liderança não é um tema atual. Luís XVI, o antigo monarca da França, também acreditava que o povo estava com ele, afinal, era o monarca da nação, certo? A crise financeira e tributária que assolou o povo francês no século XVIII, no entanto, provou que o rei estava enganado. Com a fome, camponeses e burgueses se rebelaram e destituíram o governo.

O que podemos aprender com o episódio? Não importa se estamos falando de um rei, de um presidente ou até de um gerente em uma empresa: a liderança não vem com um cargo superior em qualquer tipo de hierarquia. O fato é que o líder surge do “povo”. É reconhecido de forma espontânea por ele, principalmente por sua capacidade de inspirar e participar da rotina de todos.

É preciso, portanto, entender de uma vez por todas as diferenças entre chefe e líder. O primeiro é aquele que possui um cargo superior aos demais, enquanto que o segundo é essa figura capaz de criar uma coesão para o grupo. Com essa distinção, é possível mudarmos completamente a forma como encaramos a gestão e alguns paradigmas internos.

Uma boa liderança é capaz de revolucionar toda uma empresa e, é claro, melhorar bastante os resultados do time. É justamente por isso que levantamos o questionamento: chefe ou líder? Qual é a melhor maneira para conduzir uma equipe e como isso pode influenciar os números da sua empresa? No post de hoje, você confere a resposta. Confira!

O poder de uma equipe coesa

Como vimos, diferente do chefe, o líder é capaz de criar uma equipe coesa. Afinal, ele participa ativamente da rotina dos colaboradores e, portanto, é capaz de guiá-los para o melhor caminho durante todos os processos — diferente do chefe, que apenas delega tarefas.

O resultado é um time mais unido, que “fala a mesma língua” e é capaz de produzir muito mais do que as equipes dispersas, onde o individualismo é predominante. Afinal, quando temos o senso de coletividade, os resultados pertencem ao grupo, então a responsabilidade acaba envolvendo a todos.

Certamente, esse é um verdadeiro trunfo em uma empresa. Ter uma equipe coesa é o primeiro passo para que a organização se torne mais resiliente e enfrente ameaças externas com mais tranquilidade. Em uma crise, pode ser fundamental para manter os resultados nos patamares desejados.

O diferencial na gestão de pessoas

Enquanto que o chefe monitora resultados, o líder faz a gestão de pessoas. Essa é uma diferença gritante entre essas duas figuras. A liderança está preocupada com cada um dos colaboradores e, para isso, realiza feedbacks constantes com foco nas necessidades de cada um deles. Assim, pode agir como um verdadeiro coach, ajudando no desenvolvimento dos profissionais.

Além disso, a presença de uma liderança é capaz de mudar completamente a cultura e o clima organizacional. Afinal, os colaboradores costumam se inspirar no líder e, com a sua presença na rotina, também se sentem mais dispostos a trabalhar. Ele serve como um exemplo de motivação e ajuda a todos a manter o nível de produtividade almejado pela organização.

Em suma, o líder definitivamente é um diferencial para a gestão de pessoas em todos os seus níveis, do motivacional até o efetivo comando dos colaboradores.

A queda na rotatividade

Pode ter certeza que o grande diferencial competitivo de uma empresa são os seus colaboradores, e isso é válido para qualquer ramo de negócios. Organizações com alta rotatividade perdem talentos e produtividade, afinal, é preciso manter treinamentos constantes para os profissionais que entram na empresa.

A retenção de talentos, por sinal, já é considerada uma das prioridades nas grandes organizações, pois são essas mentes criativas e inovadoras que conseguem mudar os rumos da empresa e, o que é ainda mais importante, podem se tornar futuros líderes na organização. Programas de trainee, por exemplo, tem como foco exatamente essa busca por novos talentos.

E qual é o papel do líder nesse caso? Como vimos, o seu papel é agregar os times e criar um bom clima organizacional. Esse é justamente o cenário de empresas que possuem baixa rotatividade, o que é excelente para a competitividade no mercado.

A diminuição nos custos

Já que estamos falando em números, que tal mencionarmos a questão dos custos do negócio? Como vimos, a redução da rotatividade é uma realidade para as empresas que possuem bons líderes, mas isso não significa apenas um aumento na produtividade.

Em primeiro lugar, ao manter os profissionais na empresa, é possível garantir uma redução significativa em uma série de custos, como aqueles ligados a contratação, às demissões ou aos treinamentos. Por isso, além de garantir a manutenção do conhecimento na organização, o gestor ainda deixa de arcar com uma série de gastos vinculados ao próprio processo de recrutamento.

Além disso, é inegável que profissionais bem orientados acabam cometendo menos erros e desperdiçando menos recursos da organização. Certamente, a presença do líder é uma forma de otimizar todos os processos internos e eliminar quaisquer gargalos que envolvam a própria atividade dos colaboradores.

Chefe ou líder? Será que agora consegue fazer uma escolha mais precisa sobre o posicionamento que você deve adotar na sua empresa? Certamente, a era dos chefes chegou ao fim, então é muito importante reavaliar a forma como realizamos a gestão de pessoas.

Essa questão é ainda mais importante quando consideramos o surgimento dos millennials no mercado de trabalho, isto é, as gerações Y e Z. Eles estão revolucionando a forma como as empresas devem pensar a sua gestão de pessoas e, é claro, como as lideranças devem participar do processo produtivo.

Portanto, comece agora mesmo a rever a forma como a gestão da organização tem sido realizada e, acima de tudo, estimule o surgimento de novas lideranças internamente. Profissionais qualificados devem ser estimulados e, por sinal, são eles quem devem ocupar o cargo de chefia na organização, caso contrário, o apelo da liderança não vai existir.

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Sobre o autor

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