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7 dicas para otimizar o seu controle de estoque

Escrito por Grupo Fatos

O controle de estoque é uma das funções mais críticas para a maioria das empresas. Sem um método eficaz, a cadeia de abastecimentos sofre com o desperdício ou falta de mercadorias, fazendo com que a empresa perca a capacidade de atender adequadamente as necessidades do cliente e gerando resultados bem abaixo do potencial do negócio.

A escolha de um método para a otimização do controle de estoque é fundamental. No entanto, ela deve estar aliada ao compromisso, disciplina e determinação por parte dos gestores, que coletarão dados para a tomada de decisões com base em análises de padrões de entrada e saídas de mercadorias. 

Sendo assim, preparamos uma lista com sete dicas para você otimizar seu controle de estoque e alavancar o potencial de vendas da empresa! Confira!

1. Estabeleça políticas anuais de estocagem

Com base nos períodos sazonais, altas e baixas demandas devem ser identificadas ao longo do ano e o estoque abastecido de forma a alinhar-se adequadamente com a oferta. Para isso, os gestores devem decidir qual o nível máximo e mínimo de mercadoria que precisa ser mantido nos estoques. Mais especificamente, devem apontar quais tipos de produtos devem ser mantidos em cada estoque e a quantidade de cada um em cada momento, considerando a quantidade mínima de segurança.

Além disso, devem definir um padrão de organização mais otimizado para a movimentação dessas mercadorias em cada estoque. Isso dará maior fluidez às operações para reduzir o tempo de trabalho e riscos de danos durante a movimentação interna.

2. Otimize os procedimentos de compras

Para assegurar que o estoque esteja sob controle e com as quantidades adequadas, os gestores devem adotar procedimentos de compra que se alinhem com os dados históricos reais de vendas e padrões de demandas identificadas.

Todos os itens que não tenham tido um volume de estoque ou não tenham sido vendidos dentro de um período contábil, tipicamente de doze meses, devem ser classificados como estoque obsoleto e devem ser liquidados do estoque para eliminar custos desnecessários com armazenamento e movimentação interna.

Qualquer item com demanda declinante deve ser sinalizado no sistema e seus limites de estoque devem ser ajustados para baixo, para reduzir os custos e os riscos de obsolescência. Esse processo irá liberar espaço para armazenar itens que possuam projeções de vendas maiores nos próximos períodos.

3. Prepare um orçamento para o estoque

Muitas organizações fazem um orçamento de estoque anual. Geralmente, esses orçamentos são preparados com bastante antecedência, para evitar imprevistos e dar precisão às necessidades de caixa disponíveis para compras e outras operações que envolvam a manutenção do estoque. Faça um considerando os seguintes fatores:

  • custo total de aquisições para manter um nível adequado de estoque durante cada período do ano;
  • custo de armazenamento;
  • custo de movimentação;
  • custos operacionais fixos;
  • custos com transporte;
  • custos e despesas diversas.

4. Automatize o controle de estoque

O desempenho da empresa é, muitas vezes, dependente de condições externas, como demanda sazonal, tendências de mercado, condições econômicas e outras situações que podem causar variabilidade da demanda, tornando-a mais difícil de prever.

Nesse caso, a previsão automatizada da demanda pode ser usada para tirar a conjectura de quanto estoque deve ser mantido para atravessar um determinado período. Isso porque o sistema calcula automaticamente a demanda de um ou todos os itens, analisando os dados históricos de vendas e garantindo que as quantidades mínimas e máximas de cada produto sejam exatas em cada período e local. Como o sistema é projetado para manter um controle constante da quantidade e valor de cada item estocado, adotá-lo será crucial para reforçar a estratégia.

Para que o controle de estoque ganhe ainda mais força, você pode aliar o sistema com um ERP (Enterprise Resource Planning), integrando as operações do estoque com as da empresa. Isso facilita o acesso às informações por parte dos gestores de outros setores, que sofrem influência direta do estoque como vendas, contabilidade e finanças.

5. Calcule o volume de giro

O volume de giro é um cálculo usado para determinar a velocidade com que o estoque gira em cada período de tempo. A relação entre tempo e quantidade de mercadorias movimentadas pode indicar a taxa média de giro e dizer quais produtos são mais rentáveis e quais são mais custosos para a empresa.

Para calculá-lo, o volume de giro do estoque deve ser observado de perto e por item armazenado, uma vez que, ao longo do ciclo de vida do produto, a demanda deve flutuar e causar variabilidade na cadeia de suprimentos.

Nesse caso, os padrões de demanda, citados no início do post, devem garantir que o reabastecimento dos produtos certos sejam precisos com relação a quantidade e período.

6. Utilize a classificação ABC

Considere o layout do seu estoque classificando as zonas com as letras A, B e C, onde A fique mais próximo da saída e mais ao fundo e com acessibilidade mais difícil. Agora, liste os produtos que possuem maiores volumes de movimentações (alto giro). Esses produtos devem ser armazenados na zona A.

No geral, os produtos devem ser movimentados para trás (zonas B e C) ou para a frente (zonas A e B) de acordo com a demanda de cada um, que pode diminuir ou aumentar ao longo do tempo. Esse processo contribui para a redução de custos com movimentações internas, acelera o processo logístico de expedição de mercadorias vendidas e diminui o esforço de trabalho dos operadores de máquinas.

7. Categorize seu inventário

Essa prática é semelhante a análise e classificação ABC. A diferença é que aqui, os gestores devem categorizar as mercadorias em estoque considerando a relação entre seus valores e a velocidade de rotatividade delas.

Por exemplo: o item com maior taxa de lucratividade e que possuir o maior giro deve ser armazenado em locais mais próximos aos portões de saída ou a outros com maior acessibilidade. Você pode usar esse método juntamente com a classificação ABC para tornar a movimentação interna menos custosa e aumentar a taxa de rentabilidade do negócio.

Fazer todo esse trabalho sozinho, no entanto, é arriscado e muito difícil. Quando não se tem os conhecimentos, habilidades e experiências necessárias, os dados podem ser mal interpretados e os processos mal planejados e implementados, dificultando o controle de estoque ao invés de de otimizá-lo.

Para evitar que isso aconteça, o ideal é contar com o apoio de uma consultoria especializada para garantir a máxima eficiência do controle de estoque e, além disso, construir um diferencial competitivo forte para se destacar no mercado.

Agora que você já sabe como otimizar seu controle de estoque, que tal aplicar as dicas em seu negócio? Para passá-las adiante, não se esqueça de compartilhar o post com seus colegas nas redes sociais!

Sobre o autor

Grupo Fatos

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