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Como a classificação de itens para estoque impacta o processo produtivo em indústrias?

Escrito por Grupo Fatos

Fazer uma boa gestão de estoque é indispensável para a indústria. O armazenamento está ligado ao patrimônio e ao desempenho do empreendimento, então é preciso garantir que fique sempre dentro dos níveis adequados. Além das demais etapas, a classificação de itens para estoque é fundamental.

Essa fase ajuda a diminuir os riscos da falta de gerenciamento, como o dimensionamento incorreto e a perda de oportunidades. Trata-se também de uma forma de evitar a redução do controle sobre o que está armazenado, o que otimiza outras etapas (como a gestão de compras).

Ficou ainda mais interessado pelo assunto? A seguir, veja o que significa fazer a classificação de itens para estoque e entenda quais são os impactos dessa prática para o processo produtivo.

O que é a etapa de classificação, afinal?

É muito comum que haja materiais de vários tipos em um ambiente industrial. Os recursos são utilizados para diferentes fins e atendem a necessidades internas ou externas. Embora todos façam parte do armazenamento, não têm funções e características idênticas.

É exatamente nesse cenário em que surge a classificação de itens para estoque. O procedimento visa à separação dos elementos armazenados em grupos específicos. Assim, é possível encontrar os materiais desejados com maior eficiência.

Isso também ajuda a segmentar o controle, de modo a ter dados completos sobre o que está guardado na indústria.

Como ocorre a classificação de itens para estoque?

Cada empreendimento apresenta necessidades específicas e, desse modo, não existe uma classificação única ou padronizada. Há critérios que são mais importantes do que outros, então cada indústria deve encontrar o método adequado.

O essencial é que haja um padrão de classificação, em que todos os itens sejam divididos de acordo com a mesma abordagem. Assim, é possível identificar o posicionamento de estoque de modo bastante preciso. Para que você entenda as possibilidades, reunimos as alternativas mais comuns abaixo.

Materiais brutos

Os materiais brutos ou auxiliares, as matérias-primas ou os insumos básicos são utilizados para abastecer o processo industrial de fabricação. Eles são considerados os passos iniciais da etapa de produção e, normalmente, consumidos ou transformados no procedimento.

Produtos em processo

Já os produtos em processo são os que estão em fase de montagem, elaboração ou acabamento. Para tanto, há a união de vários componentes que dão origem à mercadoria final. Esse é o caso dos veículos, por exemplo. Depois de ter a estrutura montada, o carro ainda precisa receber elementos elétricos e hidráulicos, portas, bancos e assim por diante.

Itens acabados

Como o nome indica, os itens acabados já estão prontos para que sejam entregues — de acordo com os pedidos dos clientes. Em algumas situações, também podem ser necessários materiais complementares, que são armazenados separadamente e incluídos conforme há a saída do estoque.

Materiais administrativos

Já os produtos administrativos são utilizados de forma interna, a exemplo dos componentes operacionais, das peças de escritório, das ferramentas e assim por diante. Na maioria das vezes, essa classificação dá origem ao almoxarifado.

Por tipo

A classificação de itens para estoque pode ser feita, ainda, de acordo com o tipo. No caso de indústrias com grandes portfólios de produtos, é possível separá-los em relação ao estilo ou mercado a que se destinam. Quando mais específica for a segmentação, maior será o número de grupos criados.

Por giro

Já a classificação por giro estabelece quais são os itens que saem e retornam com facilidade. Trata-se de uma maneira de acompanhar as vendas e o nível produtivo, além de entender quais são os elementos que precisam de mais atenção. Dependendo da dinâmica industrial e do desempenho comercial, o procedimento sofre alterações constantes.

Curva ABC

O Teorema de Pareto estabelece que 20% dos itens são responsáveis por 80% dos resultados da indústria. Esse conhecimento é utilizado para criar a Curva ABC, que cria três grupos:

  • classe A: 20% representam 80% do valor de estoque;
  • classe B: 30% representam 15% do total;
  • classe C: 50% representam apenas 5%.

Portanto, é possível detectar quais são os elementos críticos e capazes de causar maiores impactos na atuação.

Quais são os impactos para o processo produtivo?

A classificação de itens para estoque gera grandes efeitos na etapa de produção industrial. Quando é feita corretamente, traz inclusive benefícios que favorecem a conquista de resultados. Na sequência, descubra quais são os principais impactos desse procedimento.

Fortalecimento da visibilidade de estoque

Quando os materiais estocados são classificados de formas distintas, é possível ter uma visão muito mais clara sobre o que está armazenado e em quais etapas tudo deve ser utilizado. Como consequência, a gestão ganha um reforço na visibilidade e no controle.

Desse modo, há riscos reduzidos quanto ao desabastecimento e ao superdimensionamento do estoque. Com decisões melhores, o uso dos recursos passa a ser otimizado, ao passo que uma redução nos níveis de desperdícios é observada.

Aumento da eficiência do processo produtivo

Outro impacto benéfico em relação à fase de produção é que ela se torna muito mais eficiente e ágil quando existe a classificação de itens para estoque. Isso acontece porque é possível disponibilizar todos os materiais necessários para que as tarefas sejam cumpridas.

Não existem riscos de faltar matéria-prima ou de a produção ter que ser interrompida porque houve uma perda de controle sobre os elementos acabados. Como consequência, é possível criar um fluxo produtivo adequado e que potencialize seus efeitos.

Mais facilidade ao cumprir obrigações acessórias

Muitas indústrias já estão obrigadas a apresentar o Bloco K — uma determinação fiscal que corresponde à escrituração digital do livro de estoque e produção. Para garantir que as informações corretas sejam enviadas, a indústria precisa coletar os dados da forma adequada.

Nesse sentido, dispor de uma classificação robusta permite que a empresa acompanhe tudo com facilidade. Assim, o envio da obrigação acessória é favorecido, de modo a garantir uma regularidade.

Como vimos, a classificação de itens para estoque é versátil e permite a obtenção de maior conhecimento sobre o setor. Quando usada corretamente, essa ferramenta torna o processo produtivo mais eficiente e ajuda no cumprimento de obrigações fiscais.

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Sobre o autor

Grupo Fatos

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