Finanças

6 fatores que influenciam o preço de venda de um produto: veja como calcular!

Escrito por Grupo Fatos

A formação do preço de venda de produtos ainda é um problema em muitas empresas, especialmente quando a tarefa inclui muitos fatores relacionados a despesas fixas e variáveis. O desafio está na precificação, pois errar algo nela pode causar prejuízos ao negócio, porque as vendas não levam ao ponto de equilíbrio nem cobrem os custos.

Às vezes, o problema está em não incluir despesas mais distantes de produção e vendas na conta, enquanto em outras, é a simples aplicação de uma margem adicional sobre o custo do produto. Em ambos os casos, existem riscos financeiros.

Por isso, atente-se aos seis fatores que citaremos para precificar corretamente os produtos da sua empresa e saiba como inseri-los em cálculos de precificação.

1. Custos diretos de produção

Os custos diretos são aqueles que aumentam ou reduzem de acordo com a quantidade de produção, como a compra de insumos, os impostos e o investimento em mão de obra.

Quanto maior é o volume de produção, mais insumos precisam ser comprados e longas horas de trabalho são necessárias nas confecções. E o contrário, com menos produção, também ocorre.

O gasto de energia elétrica, que pode ser calculado em kw por hora pelo consumo do maquinário, também entra nos custos diretos, mesmo que a empresa vá economizar energia elétrica com qualquer nível de fabricação, já que um aumento de demanda também eleva o número de horas trabalhadas e até de equipamentos funcionando simultaneamente.

Na prática, os custos diretos de uma indústria são as suas despesas variáveis, justamente porque oscilam conforme o processo produtivo e seu volume.

2. Custos indiretos de produção

As despesas indiretas também existem por conta da produção, mas não têm seus valores estritamente influenciados pelo aumento ou pela diminuição dela, assim como dificilmente podem ser rateados exatamente pelas unidades produzidas e pelo número de horas de processo produtivo.

Por exemplo, o salário do gerente de produção e a depreciação do maquinário são custos indiretos. A depreciação sempre ocorrerá pela desvalorização natural de um ativo do patrimônio durante o tempo, sendo que o aumento da produção pode até crescer o valor do aviltamento, mas não na mesma proporção ao uso prolongado do equipamento para produzir mercadorias.

Ou seja, em um mês com cinco mil unidades produzidas, o gerente de produção terá o mesmo salário, talvez adicionando algumas horas extras, que em outro período como 10 mil unidades manufaturadas. No caso, a atribuição desse gasto aos custos indiretos de produção pode ser recalculado, pois representará um valor menor, o que pode significar mais lucro ou possibilidade de redução de preços para aumento de competitividade.

3. Despesas fixas

Algumas despesas a empresa sempre terá, independentemente do volume de produção e vendas, como aluguel, seguros e softwares de uso nas rotinas administrativas com preço fixo mensal.

Elas sempre devem ser cobertas pelo preço de venda de produtos, pois se apenas os gastos associados a vendas e produção serem considerados, as despesas fixas podem gerar prejuízo. Aliás, quanto mais complexas forem as rotinas administrativas, maiores são os processos dentro delas e mais pessoas serão necessárias para as tarefas, o que aumenta o prejuízo se os gastos para mantê-los não forem cobertos pela formação de preço.

4. Margem de contribuição

Todo preço de venda de produto deve incluir também a margem de contribuição, que é a estimativa gerada por cada venda para cobrir os custos fixos, e ainda proporcionar lucro à empresa. Enquanto isso, o restante do preço calculado deve sanar os impostos e demais gastos associados aos processos produtivos.

Para o cálculo desse índice de contribuição, basta subtrair, do valor do produto, as despesas variáveis e os custos indiretos de produção, resultando na margem do preço que cobre os dispêndios fixos e gerando o lucro.

5. Pesquisa de concorrência

Também é interessante pesquisar os valores praticados pela concorrência para que o da empresa não destoe muito do mercado, principalmente se o público-alvo for semelhante ao das outras empresas competidoras.

Nesse momento também é interessante observar os produtos dos concorrentes e identificar quais diferenciais o negócio oferece em relação a eles. Por exemplo, se a mercadoria da empresa for mais durável que a de um concorrente, isso pode adicionar alguns percentuais à margem de lucro, por ser mais competitiva em outro quesito, aumentando o resultado líquido.

Outro cuidado necessário na pesquisa de mercado é em relação a empresas mais antigas e maiores inseridas, que em geral têm mais fatia de mercado e apelo com o público. Quando isso for identificado, pode ser necessário praticar valores mais baixos, mesmo que, temporariamente, para quebrar uma barreira de consumo, ainda que a qualidade oferecida seja a mesma que a do concorrente mais poderoso no momento.

6. Markup e margem de lucro

O markup é um método de precificação baseado em um multiplicador aplicado no custo de um produto, gerando o seu preço de venda. Para o cálculo, todas as despesas são elencadas, além da margem de lucro líquido desejada, o que resulta na base da precificação.

Na fórmula, os fatores envolvidos são representados por percentuais em relação ao custo de produção. Veja um exemplo:

  • despesas fixas: 10%;
  • despesas variáveis: 13%;
  • lucro desejado: 20%;
  • cálculo: 100 – (10 + 13 + 20);
  • conversão em decimais: 1 – (0,1 + 0,13 + 0,2)
  • 1 – 0,43 = 0,57;
  • divisão de 1 pelo resultado: 1 ÷ 0,57 = 1,75.

Agora que chegamos ao índice de 1,75, basta aplicá-lo sobre o custo. Por exemplo, se esse for de R$ 1 mil: 1,75 x 1.000 = R$ 1.750, o preço de venda.

Quando o cálculo do markup é correto, o resultado gerado pelo multiplicador e pelo custo de produção fornece a margem de lucro desejada e cobre todos os gastos elencados.

Além de evitar prejuízos e proporcionar lucro, uma precificação correta ajuda o negócio a crescer produzindo caixa e mantendo apenas os gastos realmente necessários dentro da estrutura de custos da empresa, o que ajuda ela a escalar.

Porém, o preço de venda de produto não é o único fator que aumenta a escalabilidade de uma empresa. Então, baixe o nosso guia do crescimento empresarial escalável para aliar a precificação com outras práticas gerenciais e acelerar o crescimento do negócio.

Sobre o autor

Grupo Fatos

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